Manifesto pelo fim da ala de animais do Mercado Central de Belo Horizonte
Mercado Central de Belo Horizonte. Importante ponto turístico da cidade. Variadas opções de alimentação, belíssimos artesanatos, comércio de utilidades, entre outros. Sem dúvida um excelente local para um programa com amigos e com a família. Mas existe um porém. Um porém que consegue, por si só, colocar em xeque a reputação do Mercado Central. Estamos falando da asquerosa ala de animais que se encontra dentro do mercado. Vozes chorosas clamando por socorro, olhos tristes pedindo por clemência são o que se vê por lá todos os dias. Ficar indiferente com tamanha injustiça é renegar toda a capacidade humana de sentir compaixão e respeito para com os outros seres à sua volta. E então, qual outra forma senão a ação popular para conseguirmos liberdade à alguém que a teve retirada desde seu nascimento?
Não existe dignidade em viver dentro de uma gaiola abarrotada sem poder ao menos mover um músculo sequer. E é justamente isso o que acontece dentro da ala de animais do Mercado Central. Animais são simplesmente enfiados dentro de minúsculas jaulas e obrigados a viverem ali durante toda a sua vida (sobre)vivendo com o mínimo necessário para sua subsistência. Não há respeito aos direitos animais em um local – referindo-se à ala de animais – em que a liberdade natural de cada ser é violada escancaradamente no momento do encarceramento de criaturas inocentes. A vida não pode ser vendida. O direito à liberdade não pode ser abjurado assim.
Para os exploradores animais, o lucro sempre vem primeiro que o respeito e a dignidade. Para eles, dinheiro no bolso vale mais que um pássaro voando no céu, mais do que um cachorro correndo solto em um campo, sentindo suas unhas tocarem o solo fresco, mais do que a necessidade básica de poder ir e vir de cada ser terráqueo. Não há trabalho íntegro em que a fonte de renda seja fruto da exploração e escravidão de outrem.
Como se não bastasse escravizar animais a seu bel-prazer, eles – os esclavagistas – ainda violam normas sanitárias ao deixarem animais expostos à venda em um ambiente em que se vende, também, comida. As partículas de fezes e urina provenientes dos animais enjaulados irão parar, inevitavelmente, nos lanches expostos nas proximidades da ala de animais. Isso também é uma falta de respeito com você, consumidor. Não deixe seus direitos serem esquecidos também. Ajude-nos em nossa causa.
Você não precisa recorrer ao comércio imoral de animais para ter um eterno amigo ao seu lado. Existem inúmeras ONGs e ativistas independentes de proteção animal espalhadas por BH. Essas pessoas recolhem animais de rua, na maioria das vezes, machucados e doentes, tratam desses animais e os colocam para adoção. Ninguém precisa comprar um companheiro com tantos outros jogados na rua necessitando de um lar e carinho.
Pedimos a sua colaboração em nossa luta em prol da liberdade animal. Assine nosso abaixo assinado para termos força em nossa reivindicação por um projeto de lei que dê um fim no setor de venda de animais do Mercado Central. Divulgue nossa luta o máximo que puder. Conte para amigos e para sua família, pois é sempre bom termos mais um com a gente. E, principalmente, boicote a venda de animais do Mercado. Parando de comprar, eles irão deixar de vender e deixando de vender, milhares de indivíduos deixarão de virem ao mundo para serem meros produtos, uma simples mercadoria com um preço que não chega nem perto do valor da liberdade.
P.S.: As fotos acima foram tirada no dia da manifestação, dia 1º de Junho às 9:30 da manhã, em frente ao Mercado Central.
Um comentário:
Sem falar que, além de tudo isso, muitas são as doenças que contaminam o ambiente. Varias pessoas compram os animais e depois de um mês, mais ou menos, aparecem os sinais das doenças. Sem falar que são doenças contagiosas (como a cinomose) e letais. Ou seja, os animais ficam em um local onde as doenças ploriferam, enjaulados. Essas doenças não vão parar, pois a contaminação é constante, já que muitas das doenças são virais.
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